Notícia: Canal Futura exibe especial sobre Alzheimer e mostra diferentes realidades de famílias que convivem com a doença

Canal Futura exibe especial sobre Alzheimer e mostra diferentes realidades de famílias que convivem com a doença

Compartilhar

Programa reúne histórias de pacientes, cuidadores e ouve especialistas sobre diagnóstico, prevenção, rotina de cuidados e qualidade de vida
 

Conexão Alzheimer
Famílias contam como vivem a rotina com a doença Alzheimer. Foto: Reprodução.

Cerca de 8,5% dos brasileiros com 60 anos ou mais vivem com algum tipo de demência, segundo estimativa apresentada no Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras, elaborado recentemente no âmbito de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e responde por, aproximadamente, 60% a 70% dos casos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No mês marcado pelo Dia Mundial da Doença de Alzheimer (21 de setembro), o Canal Futura exibe, nesta sexta-feira, dia 18, às 20h30, o Conexão Especial Alzheimer. A atração acompanha famílias em suas rotinas de cuidado e apresenta os desafios, as adaptações e as possibilidades encontradas no cotidiano de quem convive com a doença. A proposta é mostrar que não existe uma fórmula única para o cuidado. Cada família encontra, dentro de sua realidade, seus recursos e dinâmicas, diferentes formas de lidar com o diagnóstico e com as transformações provocadas pela progressão da doença.

Essa perspectiva está presente na história do psicólogo clínico Bruno Camargo, que participa da reportagem a partir de uma dupla experiência: a profissional, no acompanhamento de pacientes e familiares, e a pessoal, como filho e cuidador da mãe, diagnosticada com Alzheimer. Para ele, mostrar experiências reais pode ajudar outras famílias a compreenderem que o cuidado não precisa seguir um modelo idealizado. “A gente não tem uma receita mágica e não vai existir uma quando a gente fala de cuidado, que é individualizado, personalizado, não existe perfeição. Queremos mostrar histórias reais, com amor, dificuldade, perda, aprendizado e muita humanidade”, afirma.

Bruno também chama a atenção para um aspecto que muitas vezes fica em segundo plano: a saúde de quem assume a responsabilidade pelos cuidados dos pacientes. Ao conciliar as necessidades da pessoa com Alzheimer com as próprias demandas físicas e emocionais, familiares e cuidadores também precisam encontrar espaços de acolhimento e autocuidado. Para ele, o especial pode contribuir para que essas pessoas se reconheçam nas experiências apresentadas. “Espero que outras famílias possam assistir e entender que não estão sozinhas, que outras também passam por situações difíceis e momentos delicados, mas que podem encontrar amparo, informação e orientação. Esse apoio acontece de diferentes formas e pode ser feito por filhos, cuidadores, maridos, esposas, netos, enfim, de diferentes jeitos”, destaca.

Informação qualificada sobre a doença

O programa também conversa com especialistas para explicar a progressão da doença, seus impactos, os fatores associados à prevenção e à redução do risco de demência, além de apresentar orientações para o dia a dia e atividades de estímulo cognitivo que podem integrar a rotina das pessoas idosas.

Entre as histórias apresentadas está a da gerontóloga e criadora de conteúdo Cláudia Alves, que compartilha a experiência de anos cuidando da mãe, Francisquinha, que viveu com Alzheimer e faleceu durante o processo de produção da reportagem. Com mais de um milhão de seguidores nas redes sociais, Cláudia transformou a própria vivência em uma forma de ampliar a conversa sobre envelhecimento, cuidado e demência.

Para ela, levar o tema a um veículo de grande alcance contribui para enfrentar preconceitos e esclarecer informações equivocadas que ainda cercam a doença. “Ainda existe muita desinformação sobre o Alzheimer. Muitas pessoas sabem pouco sobre a doença e, infelizmente, parte do que sabem está cercada de mitos, preconceitos e informações equivocadas. Informação de qualidade pode ajudar famílias a reconhecer sinais, buscar orientação, compreender melhor a doença e, principalmente, olhar para a pessoa com Alzheimer para além do diagnóstico”, afirma Cláudia.

A gerontóloga defende ainda que a discussão não fique restrita às datas de conscientização. “Quanto mais falarmos sobre Alzheimer com responsabilidade e humanidade, menos espaço deixaremos para o medo, os mitos e a desinformação”, completa.

O especial também apresenta idosos e familiares que produzem conteúdo para as redes sociais e compartilham suas experiências, contribuindo para desconstruir a ideia de que a convivência com o Alzheimer precisa ser marcada exclusivamente pela dor. As histórias revelam diferentes maneiras de preservar vínculos, afetos e momentos de convivência mesmo diante das mudanças impostas pela doença.

A própria concepção da reportagem nasceu de uma experiência pessoal. Produtor de conteúdo e roteirista do especial, Yan Ney conviveu com o Alzheimer dentro da família desde a infância. A lembrança de uma época em que havia menos informação disponível sobre a doença ajudou a orientar a construção da narrativa, que busca ampliar o olhar sobre diagnóstico, cuidado, memória e envelhecimento.

“Desde pequeno fui atravessado pelo Alzheimer dentro de casa, com uma tia que vivia essa doença. Estou falando de 20 anos atrás e, mesmo com os avanços médicos que tivemos, eu já sentia que não havia muitas informações. O Alzheimer era como uma sentença da finitude da vida. Mas, ao longo dessa matéria, a gente descobre que é muito mais. O Alzheimer vai exigir mais cuidados, tanto para quem está com a doença quanto para o cuidador, mas também mostra que é possível seguir a vida com mais qualidade e conforto, a partir de um acompanhamento adequado. Além disso, traz uma reflexão interna: o que a gente quer levar para a nossa velhice? O que a gente quer ser quando for idoso? Que memórias a gente quer deixar?”, finaliza Yan, produtor de conteúdo do Canal Futura.

Sobre o Canal Futura

O Futura é uma experiência pioneira de comunicação para transformação social que, desde 1997, opera a partir de um modelo de produção audiovisual educativa, participativa e inclusiva. É uma realização da Fundação Roberto Marinho e resultado da aliança estratégica entre organizações da iniciativa privada unidas pelo compromisso de investir socialmente, líderes em seus segmentos: SESI - DN / SENAI - DN, FIESP / SESI - SP / SENAI - SP, Fundação Bradesco, Itaú Social, Globo e Sebrae. O Futura está presente nas principais operadoras de TV por assinatura no Brasil e ainda em uma rede de TVs universitárias parceiras com sinal disponível em TV aberta e parabólicas digitais.    
    
Acesso gratuito via Globoplay para acompanhar o sinal ao vivo da programação e um catálogo audiovisual com mais de 320 títulos originais e licenciados e mais de 6.600 vídeos.

Assista também nas principais operadoras de TV por assinatura no Brasil:

  • Net e Claro TV – 534 HD e 34
  • Sky – 434 HD e 34
  • Vivo – 68HD e 24 fibra ótica
  • Oi TV – 35

É possível ainda assistir pela rede de TVs universitárias parceiras com sinal de TV aberta e parabólicas digitais. O Futura também está presente nas redes sociais: TikTok, Instagram, X, Facebook e YouTube.