Prêmio Jovem Cientista é entregue em Brasília
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Vencedores apresentaram pesquisas sobre o tema “Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas”

Hoje, 26 de fevereiro, às 16h, no SESI Lab, aconteceu a cerimônia de entrega dos vencedores da 31ª edição do Prêmio Jovem Cientista. Com o tema “Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas”, as pesquisas premiadas evidenciam o papel estratégico da produção científica no enfrentamento dos desafios climáticos e na construção de soluções sustentáveis para o país. O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, patrocínio master da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura. O Prêmio conta também com o apoio do SESI Lab.
Participaram da cerimônia de premiação o presidente do CNPq, professor Olival Freire Junior, o vice-presidente de Relações Corporativas da Shell Brasil, Flavio Rodrigues, o secretário geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet Camargo, e o diretor Superintendente do SESI, Paulo Mól.
As pesquisas selecionadas abordam questões centrais como o aumento da temperatura global, a elevação do nível do mar e a intensificação de eventos extremos, propondo estratégias inovadoras de mitigação e adaptação. Ao incentivar jovens talentos a direcionarem seus estudos para um dos mais complexos desafios contemporâneos, o Prêmio reforça a importância da ciência como ferramenta fundamental para proteger populações vulneráveis, preservar ecossistemas e fortalecer a infraestrutura nacional.
O presidente do CNPq, professor Olival Freire Junior, considera que, além do reconhecimento das pesquisas, o Prêmio Jovem Cientista atua como um impulso para a construção de carreiras científicas. “Um prêmio como esse é importante para reforçar algo que será necessário ao longo de toda a vida profissional: a autoestima, um fator impulsionador das carreiras científicas. A diversidade dos resultados mostra que a capacidade científica e tecnológica está espalhada em todo o país, em boas escolas básicas, institutos federais, universidades federais e estaduais”. Vale ressaltar que em cada edição do Prêmio Jovem Cientista, o CNPq distribui 1,7 milhão de reais em bolsas.
“O Prêmio Jovem Cientista, há décadas, vem fortalecendo a ciência brasileira, inspirando novas gerações de pesquisadores e pesquisadoras em todo o país. A Shell tem mais de 70 projetos que apoia direta e indiretamente. Eles nos deixam muito honrados, porque a gente vê claramente que eles são vetores muito fortes de desenvolvimento social, e, realmente, é assim que a gente vai conseguir transformar a sociedade. Então, gostaria de agradecer o convite que foi feito a Shell há um ano pra se juntar a esse projeto. Estamos muito felizes. Que este projeto tenha vida longa”, avalia Flavio Rodrigues, vice-presidente de Relações Corporativas da Shell Brasil.
Para o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, os vencedores desta edição, além de evidenciarem a força da ciência produzida no país, também demonstram como a nova geração está preparada para enfrentar desafios globais. “Os projetos ganhadores tratam de uma questão que é fundamental para o planeta nesse momento, que dizem respeito às mudanças climáticas, ao equilíbrio e à sustentabilidade ambiental. Mais do que isso, os pesquisadores jovens do Brasil mostraram que são capazes de fazer ciência de um jeito bem brasileiro, articulando metodologia científica e ciência de qualidade com conhecimento tradicional, cultura e aspectos de ancestralidade.”
Já o diretor-superintendente do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta a importância da parceria e do incentivo contínuo à formação de novos talentos para o desenvolvimento do país. “Abrir as portas do SESI Lab para o Prêmio Jovem Cientista, juntamente com a Fundação Roberto Marinho, o CNPq e a Shell, é um motivo de grande honra. Esse engajamento em carreiras tecnológicas é o que estimulamos diariamente ao conectar arte, ciência e tecnologia em todos os nossos programas no museu”.
Entre as premiações estão laptops, bolsas do CNPq e prêmios em dinheiro que variam entre R$ 12 mil e R$ 40 mil. Em 2025, a edição registrou 919 inscrições distribuídas em cinco categorias: Mestre e Doutor; Ensino Superior; Ensino Médio; Mérito Institucional; e Mérito Científico, esta última, dedicada a reconhecer a trajetória de um pesquisador doutor de destaque na área temática da edição.
Durante a cerimônia de premiação, foi anunciado o tema da 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista: “Inteligência artificial para o bem comum”.
A Inteligência Artificial é uma das tecnologias mais transformadoras do século XXI. Presente no cotidiano dos brasileiros, ela impacta áreas como saúde, educação, meio ambiente, mobilidade, economia e gestão pública. Ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de análise de dados, otimiza processos e apoia a tomada de decisões, a IA também impõe desafios relacionados à inclusão digital, à ética, à transparência e à redução de desigualdades. Como podemos utilizar essa tecnologia de forma estratégica para promover bem-estar social e desenvolvimento sustentável no Brasil? As inscrições abrem dia 27 de fevereiro e devem ser realizadas até o dia 31 de julho. Para mais informações, acesse: https://jovemcientista.cnpq.br/
Categorias especializadas para estudantes e instituições
Cada categoria do prêmio atende a um determinado público. Para concorrer como Mestre e Doutor, foram aceitos na 31ª Edição do Prêmio Jovem Cientista, estudantes de mestrado, mestres, estudantes de doutorado e doutores com até 39 anos de idade em 31 de dezembro de 2024. Já em Estudante do Ensino Superior, puderam se inscrever estudantes que estavam frequentando cursos de graduação ou que tenham concluído a graduação a partir de 1º de janeiro de 2023 e tinham menos de 30 anos de idade em 31 de dezembro de 2024 . Para concorrer na categoria “Estudante de Ensino Médio”, os alunos deviam estar regularmente matriculados em escolas públicas ou privadas de Ensino Médio e Profissional e Tecnológico, com menos de 25 anos de idade em 31 de dezembro de 2024.
Os três melhores trabalhos em cada uma das categorias recebem premiações, extensivas aos orientadores. Para ressaltar o caráter colaborativo da aprendizagem, a categoria Mérito Institucional contempla duas instituições, uma do Ensino Superior e outra do Ensino Médio, que apresentaram o maior número de trabalhos com mérito científico na 30ª edição do Prêmio Jovem Cientista.
O Prêmio Jovem Cientista foi criado em 1981 em parceria com empresas da iniciativa privada, com o objetivo de revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram soluções inovadoras para os desafios atuais. Considerado um dos mais importantes reconhecimentos aos jovens cientistas brasileiros, o prêmio apresenta, a cada edição, um tema relevante para o desenvolvimento científico e tecnológico, que atenda às políticas públicas da área e traga melhorias para a sociedade brasileira.
Ao longo da sua trajetória, o PJC já premiou mais de 194 pesquisadores e estudantes, além de 21 instituições de ensino superior e médio ao longo de 37 anos.
Sobre a Fundação Roberto Marinho
A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás. Promove, em todas as suas iniciativas, uma cultura de educação de forma encantadora, inclusiva e, sobretudo, emancipatória, em permanente diálogo com a sociedade. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a –solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem. A Fundação realiza, de forma sistemática, pesquisas que revelam os cenários das juventudes brasileiras. A partir desses dados, políticas públicas podem ser criadas nos mais diversos setores, em especial, na educação. Incentivar a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho também está entre as suas prioridades, assim como a valorização da diversidade e da equidade. Com o Canal Futura fomenta, em todo o país, uma agenda de comunicação e de mobilização social, com ações e produções audiovisuais que chegam ao chão da escola, a educadores, aos jovens e suas famílias, que se apropriam e utilizam seus conteúdos educacionais. Mais informações no Portal da Fundação Roberto Marinho. Saiba mais: www܂frm.org.br.
Sobre o CNPq
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), criado em 1951, foi o principal ator na construção, consolidação e gestão do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O CNPq é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e sua atuação se dá, principalmente, por meio do apoio financeiro a projetos científicos, selecionados por chamadas públicas lançadas periodicamente, e pela concessão de bolsas de pesquisa. Atualmente, são cerca de 90 mil bolsistas em diversas modalidades, desde a iniciação científica até o mais alto nível, as bolsas de Produtividade em Pesquisa. O CNPq também gerencia programas estratégicos para o país, como o de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), empregando recursos próprios ou oriundos de parcerias nacionais com fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs), universidades, ministérios e empresas públicas e privadas, além das parcerias internacionais. Atua na divulgação científica, com o apoio a feiras de ciências, olimpíadas, publicações e eventos científicos, em especial a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Desde sua criação, o CNPq se encarrega de uma expressiva agenda de cooperação internacional, com destaque à colaboração em programas internacionais - bilaterais, regionais e multilaterais. Por meio do apoio a projetos conjuntos, do intercâmbio de pesquisadores e da participação em organismos internacionais, o Conselho fortalece as parcerias estratégicas para o Brasil, ao encontro do que estabelece a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Sobre a Shell Brasil
Há 111 anos no país, a Shell é uma empresa de energia integrada com participação em Upstream, Gás Natural, Trading, Pesquisa & Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renováveis, com um negócio de comercialização no mercado livre e produtos ambientais, a Shell Energy Brasil. Aqui, a distribuição de combustíveis é gerenciada pela joint-venture Raízen. A companhia trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.
