Inscrições para o Prêmio Jovem Cientista 2026 entram na reta final
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Tema da edição incentiva pesquisas que usem a inteligência artificial para gerar benefícios coletivos para a sociedade brasileira
Terminam no dia 14 de agosto as inscrições para a 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista, iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com patrocínio master da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura. Neste ano, estudantes e pesquisadores de todo o país podem enviar projetos guiados pelo tema “Inteligência artificial para o bem comum”.
Serão premiados três trabalhos de cada categoria: Estudante do Ensino Médio, Estudante do Ensino Superior, e Mestre e Doutor. Os nove selecionados receberão laptops, bolsas de pesquisa do CNPq e prêmios em dinheiro que variam de R$ 5 mil a R$ 40 mil. O Prêmio Jovem Cientista reconhece também o mérito institucional, premiando uma universidade e uma escola que se destacarem pelo desempenho de seus estudantes.
O incentivo à ciência é um motor decisivo para o desenvolvimento social e econômico do país, como explica a diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, Dalila Andrade. Ela reforça a necessidade de que os avanços tecnológicos alcancem e beneficiem toda a sociedade de forma equitativa.
“A pesquisa científica sobre inteligência artificial pode contribuir para o desenvolvimento de conhecimento não somente sobre as ferramentas e processos, mas também para compreender os desafios sociais, culturais e de outras naturezas que precisam ser enfrentados para uma IA que contribua para maior bem-estar de toda a população brasileira”, comenta Andrade.
Atualmente, a inteligência artificial impulsiona transformações em setores vitais, como saúde, mobilidade urbana, educação, combate à crise climática, produção de alimentos, entre outros. Os projetos submetidos ao prêmio podem dialogar com qualquer área do conhecimento, desde que assumam o compromisso com o uso ético, responsável e socialmente referenciado da tecnologia.
Inteligência artificial para o bem comum: saiba mais sobre o tema do Prêmio Jovem Cientista
Para a gerente de Programa de Tecnologia Digital da Shell Brasil, Mariana Tiengo, fortalecer a pesquisa nacional e estreitar os laços entre o setor produtivo e os centros de ciência são passos fundamentais para transformar o Brasil em um polo gerador de inovação, reduzindo a dependência tecnológica externa. “O investimento em ciência é essencial para que o país amplie sua capacidade de criar soluções próprias e se posicione de forma mais competitiva em um cenário global orientado pela tecnologia”, destaca.
Na indústria, a IA tem sido aplicada para otimizar processos e tornar as operações mais seguras para os trabalhadores. Tiengo complementa que incentivar a pesquisa nessa área expande a capacidade de previsão e suporte a decisões complexas, gerando reflexos diretos na economia e na qualidade de vida da população.
A gerente de Produções e Projetos da Fundação Roberto Marinho, Sandra Sérgio, ressalta que o objetivo desta edição é estimular jovens pesquisadores a enxergarem a inteligência artificial não apenas como uma inovação tecnológica isolada, mas como uma ferramenta capaz de responder a desafios sociais do país.
“Falar em bem comum significa pensar em soluções que considerem o impacto coletivo, a redução das desigualdades, o acesso democrático ao conhecimento e a melhoria real na vida das pessoas. É um convite para incentivarmos o desenvolvimento da ciência e da tecnologia com responsabilidade e, acima de tudo, com compromisso social. Por isso, o tema deste ano reforça o papel da pesquisa científica como um caminho para construir soluções mais inclusivas, humanas e conectadas às necessidades da nossa sociedade”, aponta.
Ciência e IA no Brasil
O CNPq apoia atualmente mais de 100 mil estudantes e pesquisadores bolsistas, formando uma rede essencial para a qualificação e retenção de talentos no país. O ecossistema de inovação conta ainda com dez Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) focados exclusivamente em inteligência artificial. Bolsas, chamadas públicas e premiações cumprem o papel de descentralizar o fomento científico, assegurando que pesquisadores de territórios historicamente vulnerabilizados também protagonizem a produção de conhecimento.
Criado em 1981 pelo CNPq, o Prêmio Jovem Cientista busca revelar talentos, impulsionar a soberania científica nacional e apoiar jovens pesquisadores na busca por saídas inovadoras para as demandas da sociedade. Considerado um dos mais importantes reconhecimentos aos jovens cientistas brasileiros, o prêmio apresenta, a cada edição, um tema importante para o desenvolvimento científico e tecnológico, que atenda às políticas públicas da área e seja de relevância para a sociedade brasileira.
Em quatro décadas de história, a premiação já mobilizou mais de 24 mil projetos e reconheceu o talento de 212 jovens de todas as regiões brasileiras. Os próximos jovens cientistas serão anunciados até novembro de 2026.
