Notícia: GET Audiovisual propõe experimentação em mídia integrada ao currículo escolar

GET Audiovisual propõe experimentação em mídia integrada ao currículo escolar

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Projeto é fruto da parceria entre a Prefeitura do Rio e a Fundação Roberto Marinho; Escola foi apresentada à comunidade escolar no Jardim Botânico

três estudantes aparecem em um estúdio audiovisual segurando microfones com a marca do Canal Futura. Atrás deles, um monitor exibe a identidade do GET Audiovisual – Ginásio Educacional Tecnológico Camilo Castelo Branco, sugerindo um ambiente de aprendizado prático em comunicação e produção de conteúdo.
Estudantes do GET Audiovisual conhecem novas instalações da escola. Foto: Felipe Conrado.

Produção, roteiro, direção, captação de áudio e vídeo. Tudo isso fará parte da formação dos alunos do Ginásio Educacional Tecnológico Audiovisual (GET Audiovisual), na Escola Municipal Camilo Castelo Branco, no Jardim Botânico, zona sul do Rio. O espaço apresentado nesta sexta-feira (13) é resultado da parceria entre a Fundação Roberto Marinho e a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Educação. Autoridades, educadores, famílias e estudantes estiveram presentes na escola para conhecer as novas instalações que, incluem, um estúdio de TV com os equipamentos necessários para que as turmas possam vivenciar, na prática, projetos que envolvam educação e comunicação.  

“Nós temos na Fundação Roberto Marinho uma experiência muito sólida trabalhar a educação e o audiovisual. Entendemos que é uma estratégia poderosa de provocar e engajar os estudantes. Esse histórico é fundamental para o estabelecimento dessa parceria. Já trabalhamos juntos na matriz de conteúdo, que é pensar quais habilidades serão desenvolvidas. Nesse momento, estamos pensando coletivamente o currículo. Teremos, também, uma fase de preparação das equipes da escola, de diálogo e formação com os professores”, explica a supervisora de inclusão educacional da Fundação Roberto Marinho, Bia Lima.  

A proposta pedagógica do GET integra a metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) ao universo do audiovisual. Os estudantes vivenciam o aprendizado ao criar, programar, prototipar e narrar suas próprias histórias. O resultado é o desenvolvimento de raciocínio lógico, criatividade, autonomia e protagonismo por meio de experiências “mão na massa”. 

“Hoje é um dia muito especial para a educação carioca. O GET Audiovisual representa um marco para a nossa cidade, que concentra boa parte da indústria audiovisual do Brasil. Aqui vamos formar alunos que serão os futuros profissionais que vão estar na frente e atrás das câmeras. O GET é o CIEP do século XXI, uma escola em tempo integral que tem o modelo de ensino mais inovador do país. É do alfinete ao foguete, pois o aluno aprende a usar desde uma máquina de costura até uma impressora 3D. E agora com o GET Audiovisual estamos dando um novo passo na inovação educacional”, comenta Renan Ferreirinha, secretário municipal de Educação. 

O GET Audiovisual foi instalado na Escola Municipal Camilo Castelo Branco, no Jardim Botânico. O espaço passou por uma grande reforma e agora conta com novos ambientes: estúdios de gravação, sala de controle, espaço criativo, ateliê de produção, sala audiovisual para criação e edição digital, auditório com camarim e colaboratório maker. 

Na última imagem, autoridades e convidados visitam uma sala de aula onde estudantes apresentam atividades em mesas com jogos e materiais pedagógicos. Adultos observam atentamente a demonstração dos alunos, em um ambiente colorido e colaborativo que evidencia práticas de aprendizagem ativa.
Estudantes apresentaram as novas instalações a visitantes. Foto: Alan Costa/SME.

O secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, destacou o impacto da iniciativa na formação e no futuro dos estudantes. “O GET Audiovisual é resultado do diálogo entre as equipes da Secretaria Municipal de Educação e da Fundação Roberto Marinho. Nossa principal preocupação é construir um modelo que seja significativo para o aluno durante sua trajetória escolar, mas que também contribua para seu futuro. Trata-se de uma proposta educacional inovadora, que utiliza as mídias digitais e o audiovisual como ferramentas para a aprendizagem e a construção de conhecimento. Para a Fundação Roberto Marinho, é uma grande alegria participar de um projeto como esse, pelo potencial de impacto na vida de centenas de estudantes e de suas famílias”. 

O caráter prático da formação foi ressaltado por José Roberto Marinho, vice-presidente do do conselho de administração do Grupo Globo e presidente do conselho curador da Fundação Roberto Marinho. "Transformamos esse espaço em um ambiente vivo, que vai gerar entusiasmo e motivação para que esses jovens permaneçam na escola, se interessem mais pelos estudos e também descubram uma profissão. É uma experiência de educação, mas também de preparação para a vida real”, afirmou.  

Educação para as relações étnico-raciais 

Durante a cerimônia de apresentação do GET Audiovisual, também foi anunciada a entrega de materiais do programa A Cor da Cultura à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. A cidade é um dos 30 municípios prioritários que receberão os kits educativos e participarão do processo de acompanhamento pedagógico conduzido pela Fundação Roberto Marinho, em parceria com o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), e com a Secretaria Municipal de Educação do Rio, por meio da Gerência de Relações Étnico-Raciais. 

Segundo Joana Oscar, gerente de Relações Étnico-Raciais da rede municipal, o material é considerado uma referência nacional no campo da educação para as relações étnico-raciais. “O A Cor da Cultura foi o primeiro material desenvolvido no Brasil para apoiar a educação das relações étnico-raciais. Em 2023, ele foi reeditado para incluir também as questões indígenas e passou a integrar a Política Nacional de Equidade na Educação. As nossas escolas já estão recebendo os kits e, na próxima semana, teremos um encontro presencial com educadores. A expectativa é que o material alcance as 1.558 escolas da rede”, destacou.

uma mulher segura um microfone e apresenta materiais do programa A Cor da Cultura, enquanto recebe um kit educativo das mãos de um homem. Ao fundo, aparece a identidade visual da Prefeitura do Rio, indicando o caráter institucional da atividade.
Joana Oscar e João Alegria com o kit do programa A Cor da Cultura. Foto: Alan Costa/SME

O A Cor da Cultura é um programa voltado à valorização do patrimônio histórico e cultural afro-brasileiro e indígena. A iniciativa apoia profissionais e instituições de ensino na promoção da educação para as relações étnico-raciais, prevista nas leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, por meio da formação de educadores, da transferência de metodologias e da produção e circulação de materiais pedagógicos e de comunicação. Criado em 2004 pela Fundação Roberto Marinho, o programa foi ampliado para incluir também a história e os saberes dos povos originários. O kit pedagógico digital está disponível na página oficial do programa: https://futura.frm.org.br/projeto/cor-da-cultura