Notícia: Encceja: histórias de recomeço marcam preparação de candidatos para a prova que acontece no domingo

Encceja: histórias de recomeço marcam preparação de candidatos para a prova que acontece no domingo

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SEJA faz aulas ao vivo para esclarecer dúvidas sobre o exame; candidatos devem ficar atentos aos horários, documentos e materiais permitidos
 

A imagem mostra uma sala de aula com estudantes sentados em suas cadeiras, de costas e olhando para a mesa. Uma professora aparece o fundo na frente de um quadro negro.
Provas do Encceja acontecem no domingo, dia 23, em todo o país. Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

A reta final de preparação para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) chegou. No próximo domingo (23), candidatos de todo o país que não concluíram os estudos na idade regular terão a oportunidade de realizar as provas que podem garantir a certificação do ensino fundamental ou do ensino médio. Para ajudar os participantes a se prepararem para o exame, a Fundação Roberto Marinho realizará duas aulas ao vivo no YouTube. Dia 18 haverá um aulão de revisão com todos os professores. Já no dia 20 serão oferecidas dicas de preparação para a prova. Ambas serão realizadas às 19h.

O encontro será conduzido pela equipe do SEJA, curso preparatório gratuito e digital da Fundação Roberto Marinho em parceria com a Fundação Bradesco, voltado a jovens e adultos que desejam concluir a educação básica por meio do Encceja. Aberta ao público, as transmissões vão abordar questões práticas que podem fazer diferença no dia do exame, como organização dos estudos, estratégias para a leitura das questões, funcionamento da avaliação e procedimentos adotados durante a aplicação.

Entre os temas que serão esclarecidos estão também as regras para entrada nos locais de prova, os documentos obrigatórios e os materiais que podem ou não ser levados pelos participantes. A proposta é oferecer aos candidatos informações para que cheguem ao exame mais seguros e preparados para enfrentar a avaliação.

Histórias que dão sentido à conquista

Para muitos participantes, o Encceja representa mais do que uma prova: é a oportunidade de retomar um projeto de vida interrompido há anos. É o caso de Fábio Márcio da Silva, de 55 anos, morador de Blumenau (SC). Casado e pai de um filho, ele interrompeu os estudos nos anos 1990, quando estava prestes a concluir o antigo segundo grau, após uma série de greves de professores na escola onde estudava. Mais de três décadas depois, ele se prepara para realizar o Encceja e transformar em realidade o sonho de concluir o ensino médio.

“Estou ansioso, mas muito feliz em saber que vou concluir o Ensino Médio. Vou correr atrás do meu grande sonho, que é fazer a faculdade de Direito ou Administração”, conta Fábio.

A história de Greyce Kelly Freitas dos Santos da Cruz, de 35 anos, também é marcada por recomeços. Moradora de Paracambi, município na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ela é casada, mãe de duas filhas e decidiu retomar os estudos depois de enfrentar momentos difíceis em sua trajetória pessoal. Aos 20 anos, perdeu uma filha, que nasceu com síndrome de Down, e passou por um período de profunda depressão. Anos depois, refez a vida, teve outra filha e conquistou um emprego como faxineira na Secretaria de Proteção às Mulheres. Agora, se prepara para concluir o ensino médio e seguir em direção a outro sonho: cursar Gastronomia.

“Estou nervosa, mas, ao mesmo tempo, muito confiante para a avaliação. Agora é só concluir essa etapa para que eu possa começar o curso de Gastronomia que tanto quero”, afirma Greyce.

Greice Kelly e Fábio Márcio da Silva
Da esquerda para direta: Greyce Kelly e Fábio Márcio da Silva. Foto: Arquivo pessoal.

Sobre a prova

Realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Encceja é formado por provas objetivas e uma redação. A certificação e a emissão da declaração de proficiência são responsabilidades das secretarias de Educação dos estados e municípios que aderem ao exame. As provas objetivas são compostas por 30 questões em cada área do conhecimento.

Para a certificação do ensino fundamental, os participantes respondem a questões de Ciências Naturais; Matemática; Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação; além de História e Geografia. Já os candidatos ao certificado de ensino médio realizam provas nas áreas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Ciências Humanas e suas Tecnologias.

Antes do exame, uma das principais recomendações é conferir com antecedência o local de realização da prova. A informação está disponível no Cartão de Confirmação da Inscrição, acessado pela Página do Participante do Encceja. O documento reúne dados como número de inscrição, data, horário e local da prova, além de informações sobre atendimento especializado e tratamento por nome social, quando solicitados. O Inep recomenda que o candidato leve o cartão no dia do exame.

Outro cuidado importante é separar antecipadamente os documentos e materiais permitidos. Para fazer a prova, é obrigatório apresentar um documento oficial de identificação com foto e levar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. A recomendação é levar mais de uma caneta para evitar imprevistos. Também é possível levar lanche, que poderá ser vistoriado pelo chefe da sala. Quem precisar comprovar presença deve levar a Declaração de Comparecimento impressa.

Atenção aos horários

No dia do exame, o Inep recomenda que os participantes cheguem ao local de prova com pelo menos uma hora de antecedência. Os portões serão abertos às 8h e fechados às 8h45. A primeira etapa da avaliação terá início às 9h e terminará às 13h. No período da tarde, os portões serão abertos às 14h30 e fechados às 15h15, com início das provas às 15h30 e término às 20h30. Não será permitida a entrada após o fechamento dos portões.

O que não pode ser levado para a sala de prova

Os candidatos receberão, antes de entrar na sala, um envelope porta-objetos para guardar itens proibidos. O envelope deverá permanecer lacrado e identificado, sob a carteira, com os aparelhos eletrônicos desligados. O participante que estiver portando qualquer item proibido fora do envelope fornecido pelo aplicador poderá ser eliminado.

Entre os objetos que não podem ser utilizados durante a prova estão óculos escuros e artigos de chapelaria, como boné, chapéu, viseira e gorro; lápis, lapiseira, borracha, régua e corretivo; livros, manuais, impressos e anotações; protetor auricular; relógios de qualquer tipo; e dispositivos eletrônicos, como celulares, smartphones, tablets, calculadoras, smartwatches, fones de ouvido, pen drives, gravadores e equipamentos semelhantes. Também não são permitidas chaves com componentes eletrônicos, alarmes e outros materiais estranhos à realização do exame.

Depois da prova

Os gabaritos oficiais das provas objetivas serão divulgados no portal do Inep até o 10º dia útil após a realização do exame. O resultado oficial está previsto para 15 de dezembro de 2025 e será apresentado por área do conhecimento. Para consultar o desempenho, o participante deverá utilizar seu login único do governo federal.

Para quem está retomando os estudos depois de anos, o Encceja representa uma porta de entrada para novos projetos pessoais e profissionais. Seja para conquistar uma certificação, ingressar no ensino superior ou simplesmente realizar o sonho de concluir uma etapa interrompida, a prova pode marcar o início de um novo capítulo na trajetória de milhares de jovens e adultos em todo o país.

“O SEJA representa também uma oportunidade de recomeço. Além de fortalecer a confiança dos estudantes para dar novos passos em suas trajetórias pessoais e de estudos, o contato com a metodologia de aprendizagem online, por meio da experiência do curso, colabora no letramento digital dos participantes. O SEJA impulsiona estudantes a retomarem seus projetos de vida e a construírem novas perspectivas para o futuro por meio do estudo e da certificação escolar”, afirma Maria Clara Boing, líder de projetos do Núcleo de Inclusão Educacional da Fundação Roberto Marinho e uma das responsáveis pelo SEJA.

Sobre a Fundação Roberto Marinho

A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás.  Promove, em todas as suas iniciativas, uma cultura de educação de forma encantadora, inclusiva e, sobretudo, emancipatória, em permanente diálogo com a sociedade. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem. A Fundação realiza, de forma sistemática, pesquisas que revelam os cenários das juventudes brasileiras. A partir desses dados, políticas públicas podem ser criadas nos mais diversos setores, em especial, na educação. Incentivar a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho também está entre as suas prioridades, assim como a valorização da diversidade e da equidade. Com o Canal Futura fomenta, em todo o país, uma agenda de comunicação e de mobilização social, com ações e produções audiovisuais que chegam ao chão da escola, a educadores, aos jovens e suas famílias, que se apropriam e utilizam seus conteúdos educacionais. Mais informações no Portal da Fundação Roberto Marinho. Saiba mais: www.frm.org.br