O Poeta Voador, Santos Dumont

Uma invenção que reconfigurou o planeta, um inovador à frente do seu tempo. A exposição “O Poeta Voador, Santos Dumont” destaca a capacidade de inovação do inventor brasileiro, um visionário que se dedicou à ciência e à tecnologia inspirado pela arte.  A exposição recebeu mais de 625 mil visitantes no Museu do Amanhã, onde ficou em cartaz entre abril de 2016 e fevereiro de 2017.

Com linguagem audiovisual e atividades interativas, a expografia inclui protótipos das principais criações de Santos Dumont e duas réplicas em tamanho real: o avião Demoiselle, mais completo projeto do inventor, e o pioneiro 14bis. A exposição conquistou medalha de ouro no International and Communication Awards 2016 (IDCA), na categoria Melhor Cenografia de Exposição Temporária. A campanha de divulgação da exposição recebeu a medalha de bronze na categoria Melhor Comunicação de Exposição Temporária.

Conheça

Concebida e realizada pela Fundação Roberto Marinho, “O Poeta Voador, Santos Dumont” tem curadoria de Gringo Cardia e consultoria científica do biofísico e pesquisador Henrique Lins de Barros. Seu objetivo é apresentar Santos Dumont como um jovem empreendedor adepto de conceitos ainda hoje atuais – disponibilizava seus projetos para que fossem replicados, ao invés de registrar patente, em uma espécie de creative commons antes de o termo ser criado –; um dos primeiros designers contemporâneos do país, com traços precisos, simples e funcionais; um dos brasileiros mais célebres do mundo (que lançou moda em Paris, capital do mundo no início do século passado) e ícone da capacidade brasileira de fazer ciência.

“Santos Dumont tinha a inovação como diretriz. Ele inaugura o século XX, a era dos avanços tecnológicos”, afirma o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto. “Por meio de sua história, mostramos como a pesquisa, o conhecimento científico e a educação podem ser transformadores”. A Fundação Roberto Marinho desenvolveu o conceito do Museu do Amanhã e foi responsável por seu conteúdo, além de já ter assinado exposições como “Grande Sertão: Veredas” (2006), que inaugurou o Museu da Língua Portuguesa; “Roberto Burle Marx 100 anos: A Permanência do Instável” (2008), no Paço Imperial; “Fernando Pessoa: Plural como o Universo” (2010), montada em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Lisboa; e “Cazuza mostra sua Cara” (2013), esta última também com curadoria de Gringo Cardia.

Expografia audiovisual e interativa
“A exposição destaca o lado poético e artístico de Santos Dumont, daí o título ‘o poeta voador’. Ele era um homem de ciências que se inspirava na arte – foram as histórias de Júlio Verne, por exemplo, que o despertaram para o sonho de voar. Na exposição, mostramos que exercitar a criatividade é uma forma de impulsionar descobertas”, diz Gringo Cardia. “As pessoas guardaram Santos Dumont numa prateleira de clichês, mas ele era e ainda é muito moderno e inovador. Faz parte da história de uma invenção que ‘reconfigurou’ o mundo, transformou a maneira como nos relacionamos com o tempo e o espaço”, define o curador, ele mesmo um apaixonado por aviação – seu pai era meteorologista em aeroportos e Gringo passou a infância vivendo ao lado de hangares.

No ano em que se comemoraram 110 anos do voo do 14bis – o primeiro oficialmente homologado da História –, Santos Dumont é o fio condutor para um passeio pela história do voar. “A exposição valoriza a capacidade brasileira de inovar e de fazer ciência, motivando jovens e crianças para a atividade científica”, define o curador do Museu do Amanhã, Luiz Alberto Oliveira. “Santos Dumont é uma figura icônica. Ele criou não só um artefato que voa, mas determinou o processo de voar.”

A exposição “O Poeta Voador, Santos Dumont” tem concepção e realização da Fundação Roberto Marinho, patrocínio exclusivo da Shell Brasil e apoio do Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. “Santos Dumont teve uma contribuição transformadora para a mobilidade global. Cento e dez anos após o voo do 14bis, dezenas de milhares de aviões cruzam os céus todos os dias graças a mentes inovadoras e corajosas como a dele”, destaca o presidente da Shell Brasil, André Araujo.

Visitante pode experimentar avião

A exposição se divide em cinco ambientes. Na sala principal, protótipos dos sete modelos criados por Santos Dumont – do balão Brasil ao avião Demoiselle, síntese de todos os seus projetos, passando pelo 14bis – mostram a evolução da tecnologia desenvolvida pelo inventor. Ali, o design arrojado e as formas minimalistas de Santos Dumont se destacam. Em telas interativas, desdobram-se várias camadas de conteúdo, reunindo documentos, imagens e fotos históricas digitalizadas. Um Demoiselle em tamanho natural faz parte da exposição e os visitantes concorrem a um “voo” virtual por Paris e Rio de Janeiro do início do século XX, por meio de uma edição de vídeo.

Um documentário sobre a trajetória de Santos Dumont ocupa a sala Cinema, enquanto na Sala dos Balões um filme passeia pelas invenções que inspiraram o poeta e a evolução do sonho de voar, desde os desenhos de Leonardo Da Vinci. De forma lúdica, o visitante tem contato com conceitos de Física como aerodinâmica e mecânica de motores na sala da Oficina de aviões de papel: lançados em uma pista, os aviõezinhos acionam o Jogo das Curiosidades, em que vídeos mostram informações sobre o funcionamento das aeronaves e muitas outras curiosidades. “Com uma linguagem acessível a todos os públicos, mostramos como Santos Dumont se inspira nos criadores que vieram antes dele até chegar aonde ninguém havia chegado ainda”, conta o biofísico Henrique Lins de Barros, também consultor do Museu e especialista em Santos Dumont, autor de livros e documentários sobre o aviador.

A exposição conta também com audioguia em inglês e espanhol, para o público estrangeiro, videolibras e audiodescrição.

Peça no jardim do Museu
Oficinas de material reciclado
Réplica do 14bis na Praça Mauá
Modelos criados por Santos Dumont
O Demoiselle faz voo virtual
Miniatura do 14bis na sala principal
Vitrines mostram curiosidades
Filme traz a vida do inventor
Santos Dumont em seu voo pioneiro
Inventor apaixonado por balões
Dumont com o Demoiselle
Saiba mais
Programação começa dia 7 de fevereiro e inclui peça de teatro, contação de histórias e oficinas com material reciclado
Exposição ganhou ouro no IDCA. Museu do Amanhã e campanha de comunicação da mostra levaram medalha de bronze
Atividade na exposição "Santos Dumont, O Poeta Voador" marcou a data
“Santos Dumont – O desafio do ar”, que utilizou réplicas do 14-Bis e do Demoiselle, passa às 16h
“O Homem Pode Voar” passa no dia 13 e “Santos Dumont – O desafio do ar”, no dia 20. Sessões têm entrada gratuita
Curador e consultor científico da mostra "O Poeta Voador" conversaram com visitantes no Museu do Amanhã
O curador e o consultor científico da mostra falam ao público neste sábado, dia 21, no Museu do Amanhã
Miniatura do 14 Bis pode ser impressa e montada
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